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PERFUME



Sexta-feira, 18.01.08

África

Tenho postado mt coisa td á base de coisas simples/fúteis, como estreias de cinema,wrestling,algumas coisas de humor. Mas com tanta coisa a passar-se em nosso redor resolvi falar de África.

A África é o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) e o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e das Américas).

Tem cerca de 30 milhões de km², cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta e mais de 800 milhões de habitantes em 54 países, representando cerca de um sétimo da população do mundo.

Cinco dos países de África foram colónias portuguesas e usam o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe; em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são ainda falados crioulos de base portuguesa.

Após o processo de descolonização, entre as décadas de 1950 e 1970, as guerras civis tornaram-se constantes na região da África Subsaariana, já que as fronteiras políticas dos Estados nascentes não obedeceram às divisões étnicas, religiosas e linguísticas dos povos nativos. Desde então, cerca de 20 nações africanas já entraram em guerra. As ricas reservas de minérios, com enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, funcionam, ao contrário, como motor de alguns conflitos.

A continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias e o agravamento da miséria marcam a história recente da África e contribuem para o isolamento económico do continente. Algumas nações alcançam relativa estabilidade política e desenvolvimento: é o caso da África do Sul, responsável por um quinto do PIB africano, graças à exportação de ouro, minério de ferro, diamante e carvão e a maciços investimentos. Nos países árabes da chamada África Branca, ao norte, como Líbia, Argélia e Egipto, onde a economia está baseada na exploração de petróleo e gás natural. Enquanto isso, a região da África Subsaariana, que abrange os países de população negra situados ao sul do deserto do Saara, é a única área do planeta que regrediu economicamente em relação à década de 60. O continente é marcado também pelos conflitos etno-religiosos, tanto entre clãs e tribos na África Negra, como entre guerrilheiros fundamentalistas e o governo nos países islâmicos.

África subsariana

A África Subsariana (em Portugal), também conhecida como África Negra (ainda que muitos considerem esta forma politicamente incorrecta ou ofensiva) corresponde à região do continente africano a Sul do Deserto do Saara, ou seja, aos países que não fazem parte do Norte de África. ver mapa

População

O continente africano tem hoje cerca de 780 milhões de habitantes, dos quais 500 milhões vivem na África subsariana. Essa população tem um crescimento populacional da ordem dos 2,5% ao ano.

Esse crescimento elevado da população tem criado duas preocupações muito sérias:

  1. a predominância de jovens na população determina a necessidade de elevados investimentos sociais em escolas, alimentação e tratamento médico;
  2. a pressão demográfica, aliada ao baixo nível técnico da produção agropecuária, à introdução de culturas de rendimento para exportação e à urbanização no século XX, tem gerado graves desequilíbrios económicos e sociais.

De forma geral, a população da África negra apresenta os piores indicadores sócio-econômicos do mundo. Enquanto nos países desenvolvidos a população morre, em média, com uma idade superior a 70 anos, nessa parte do mundo raramente a média ultrapassa os 45 anos. Essa expectativa média de vida tão baixa é explicada por inúmeros factores, tais como a má nutrição, falta de assistência médica e ausência de saneamento básico nos meios rurais.

 Doenças da região

*Doença do Sono : ameaça mais de 60 milhões de pessoas em 36 países da África subsaariana. Menos de quatro milhões destas pessoas têm acesso a um centro de saúde.

Recentemente, as guerras civis desestruturaram sistemas de saúde e forçaram pessoas a migrar.

*Malária: está presente em mais de 100 países e ameaça 40% da população mundial. A cada ano, 500 milhões de pessoas são infectadas, a maioria delas na África subsaariana (Estima-se que 90% dos casos mundiais e 90% de toda a mortalidade por malária ocorram na África subsaariana. A doença também ocorre nas Américas Central e do Sul, sobretudo na região amazônica, e em países da Ásia), e 2 milhões de pessoas morrem dessa doença. As vítimas são principalmente crianças de áreas rurais. A malária é a primeira causa de morte de crianças menores de 5 anos na África, e mata uma criança a cada 30 segundos no mundo.

*AIDS: Desde que os primeiros casos da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) foram detectados, em 1981, a África é o continente que mais sofre com a doença, especialmente a região subsaariana, segundo o último relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas contra a Aids (Unaids) em maio de 2006.

Embora os dados sobre a incidência do vírus estejam sofrendo uma "desaceleração", segundo o relatório, as proporções epidêmicas ainda são graves na África subsaariana. As taxas de infecção per capita de alguns países da região continuam subindo. Com pouco mais de 10% da população mundial, a África subsaariana abriga cerca de 24,5 milhões de infectados, quase dois terços dos portadores de HIV em todo o mundo. Cerca de três quartos das 25 milhões de pessoas que morreram em decorrência do HIV desde o início da epidemia, nos anos 80, eram do continente africano.

O relatório revela que a África subsaariana concentra 2 milhões dos 2,8 milhões de mortes em decorrência do HIV ou de doenças relacionadas ao vírus. Também foram registrados no mesmo período de 2,3 a 3,1 milhões de novos casos.

A ONU alerta para a vulnerabilidade das mulheres africanas diante da doença. A maioria delas contrai o vírus em idade inferior à dos homens.

A média de infecções com o HIV no continente é de 36 mulheres para cada dez homens. O relatório demonstra que houve queda nos casos de HIV no Quênia e Zimbábue. No entanto, na África do Sul, que enfrenta uma das maiores epidemias do vírus do mundo, com 5,5 milhões de pessoas infectadas no final de 2005, não houve indícios de diminuição. Em outras regiões da África meridional, embora a epidemia pareça se estabilizar, os níveis continuam altos, segundo a Unaids.

Em Botsuana, Namíbia e Suazilândia, as taxas de infecção em adultos são superiores a 20% e as previsões são de que a AIDS cause a morte de um terço dos jovens.

A epidemia afeta o desenvolvimento econômico e demográfico da região. Estima-se que em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul, seja 17% inferior caso o país não enfrente a epidemia. Também está prevista uma queda na expectativa de vida para 45 anos na África meridional entre 2005 e 2010.

Além disso, e apesar de a África ser o "epicentro mundial da epidemia", segundo a ONU, apenas 810 mil pessoas recebem tratamento anti-retroviral na região subsaariana. Cerca de 5 milhões de portadores precisam de atendimento.

(fonte:textos wikipedia/perfume)

 

 

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por Perfume às 10:53


3 comentários

De ruana a 22.07.2008 às 16:48

estou estudando sobre esse assunto e adorei esse site pois achei muitas curiosidades q ainda não sabia

De Mariana a 15.04.2012 às 15:32

Eu tb, eu ADOREI, vou sempre pesquisar aqui

De Vanderlei Junior Fraga a 11.08.2010 às 16:03

Gostaria de parabenizá-la pelo blog, muito bom mesmo. O que eu achei mais magnífico foi o fato de vc reconhecer o quanto a humanidade se preocupa com coisas fúteis se esquecendo do semelhante próximo que as vezes não tem um litro de leite pra dar aos filhos e nem um pão pra matar a própria fome. De pessoas como vc que o mundo precisa. Pode parecer insignifacante o seu gesto, mas acredite, pra alguém não será. Abraço.

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